Diabetes

O diabetes mellitus é a doença na qual ocorre aumento dos níveis de açúcar no sangue. A esse aumento damos o nome de hiperglicemia.

Trata-se de uma doença crônica que afeta fortemente a qualidade de vida dos pacientes e de seus familiares.

Quem tem diabetes descompensado tem maior necessidade de cuidados médicos, internação hospitalares, maior risco de morte, infarto, derrame cerebral, cegueira, problemas nos rins e amputação das pernas. Logo, o controle adequado da doença é fundamental para reduzir os riscos de complicações.

A hiperglicemia ocorre devido à deficiência da insulina: seja por redução na sua secreção ou por dificuldade do funcionamento desse hormônio (situação conhecida como resistência à insulina).

O diabetes é um dos principais problemas de saúde pública mundial. Atualmente, atinge 8,8% da população mundial (quase 425 milhões de pessoas no planeta), podendo chegar a 9,9% em 2045.

Isso ocorre porque a população está crescendo, envelhecendo e o estilo de vida está menos saudável (obesidade, sedentarismo, maus hábitos alimentares), fazendo com que cada vez mais pessoas se tornem diabéticas ao longo dos anos.

Conheça 5 formas de se evitar o diabetes

O Brasil está em quarto lugar no ranking de países com mais casos de diabetes no mundo, contribuindo com mais de 16,5 milhões de pessoas. Mas o dado mais alarmante é que metade dessas pessoas não sabe ter a doença!

Portanto, é importante salientar que diabetes é uma doença frequente, que precisa ser diagnosticada e controlada o quanto antes.

E aí, tenho diabetes?

Os principais sintomas do diabetes são:

  • Sede excessiva
  • Vontade de urinar a toda hora
  • Visão embaçada
  • Fome
  • Perda de peso (não saudável)
  • Dificuldade de cicatrização
  • Candidíase vaginal (coceira vaginal e corrimento tipo nata de leite)

Entretanto, é importante saber que o diabetes inicialmente é um doença silenciosa, podendo não apresentar NENHUM sintoma durante anos.

Devido ao seu início lento e assintomático, ao baixo desempenho dos sistemas de saúde e à pouca conscientização a respeito da doença, o diabetes pode demorar ANOS para ser detectado.

Quando os sintomas aparecem, provavelmente os níveis de açúcar no sangue estão bem elevados há tempos. Sendo assim, já existe um risco considerável desse paciente já sofrer de alguma das complicações da doença!!

Existem diversos “tipos” de diabetes, sendo que mais que 90% dos pacientes apresenta o diabetes mellitus tipo 2.

No diabetes tipo 1, ocorre ausência total de insulina no organismo. Costuma aparecer na infância ou adolescência, mas também pode iniciar na vida adulta.

Nesse caso, o tratamento do paciente é realizado com insulina, através de seringas, canetas ou até mesmo por sistema de infusão contínua de insulina (a famosa “bomba de insulina”).

No diabetes tipo 2, a insulina não está em falta absoluta no organismo, mas sim, tem dificuldade em executar suas ações. Essa dificuldade é chamada de “resistência à insulina”, sendo suas principais causas o ganho de peso e o sedentarismo.

O diabetes gestacional é o problema metabólico mais comum durante a gestação, podendo ocorrer em cerca de 25% das gestantes.

Por ser bem frequente, a investigação deve ser realizada em todas as gestantes, geralmente em 2 momentos:

– Na primeira consulta pré-natal, através da solicitação da glicemia de jejum (medição do nível de açúcar no sangue pela manhã, em jejum)

– Se glicemia de jejum normal no primeiro trimestre, deve ser solicitado o teste oral de tolerância à glicose entre a 24ª e a 28ª semanas de gestação (medição do nível de açúcar no sangue após tomada de xarope com açúcar)

Os valores para diagnóstico de diabetes na gestação são diferentes dos valores para pacientes não-gestantes.

A glicemia durante a gestação precisa ser bem controlada para diminuir o risco de complicações para a mãe e para a criança.

Saiba dos riscos do diabetes gestacional para o feto

A hiperglicemia, leva a complicações a longo prazo, afetando principalmente:

  • Cérebro
  • Coração
  • Rins
  • Visão
  • Pés

Há um aumento importante no risco de AVC (derrame), infarto do miocárdio (ataque cardíaco), perda da função dos rins, cegueira, feridas e amputações de pés e pernas.

Como pacientes com diabetes devem cuidar dos pés

A partir do tratamento adequado, é possível reduzir o risco de morte e de complicações e melhorar a qualidade de vida do paciente.

Um ponto primordial no tratamento é a realização de dieta e exercícios físicos. Ao contrário do que muitos pensam, não há necessidade de se retirar totalmente os carboidratos da dieta ou ter alimentação sem graça!

Quanto aos medicamentos, existem diversos no mercado, cada um com suas características positivas e negativas. A grande questão é saber escolher qual a melhor opção para cada paciente. O tratamento do paciente com diabetes deve ser orientado por endocrinologista, especialista na área.